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Amamentação reduz risco de doença cardíaca na mãe Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A amamentação reduz em cerca de 11% a chance de a mulher desenvolver uma doença cardiovascular em relação a mulher que não amamenta, destaca a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A queda dos fatores de risco está ligada ao período de amamentação.

“As publicações giram em torno de 18 meses de amamentação. A mulher que amamenta por mais tempo tem também redução desses fatores de risco: 12% menos risco de acidente vascular cerebral (AVC), 14% menos risco de infarto. Viu-se que a amamentação traz essa proteção para a mulher”, destaca a vice-presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC, Alexandra Oliveira de Mesquita.

A médica esclarece que isso não significa que a mulher que não amamenta tenha risco aumentado para esse tipo de doença.

Durante a gestação, a mulher sofre alterações hormonais, como alta da resistência à insulina e elevação dos lipídios e do colesterol, principalmente do LDL (colesterol ruim).

Já na lactação ocorre um reset metabólico, uma espécie de reinicialização do organismo, pois a produção de leite atua na regulação do açúcar, ao melhorar o efeito sobre o metabolismo glicídico e aumentar a sensibilidade à insulina; usa glicose do corpo, reduzindo o risco de diabetes; e o alívio cardíaco, uma vez que reduz a pressão arterial e diminui a frequência cardíaca da mãe, permitindo que o coração trabalhe com menos esforço para bombeamento do sangue. As informações são da Agência Brasil.

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Remédio injetável que previne HIV pode entrar no SUS até o fim o ano Foto: Divulgação

O Sistema Único de Saúde (SUS) pode começar a oferecer ainda este ano uma nova forma de profilaxia pré-exposição (PreP), aplicada por injeção, para a prevenção do HIV. Trata-se do medicamento cabotegravir, que impede a replicação do vírus de forma prolongada e pode ser tomado a cada dois meses.

O pedido de inclusão vai ser encaminhado pelo Ministério da Saúde à Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias no SUS (Conitec) na semana que vem. A Conitec é um colegiado independente que precisa avaliar aspectos como o custo-benefício da oferta de novos tratamentos pelos serviços públicos, antes que eles sejam incluídos no rol do SUS.

A comissão pode recomendar ou não a inclusão, mas a decisão final cabe ao Ministério. De acordo com o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, o governo ainda está negociando com a farmacêutica GSK, produtora do cabontegravir, o custo final do medicamento e quantas doses serão compradas, mas a empresa fez uma oferta com “preço adequado”.

“Nós vemos com muita esperança as novas tecnologias de proteção prolongada, mas exigimos que elas sejam oferecidas, sobretudo aos sistemas nacionais de saúde, com os preços adequados, não preços estratosféricos”, declarou o ministro em uma coletiva de imprensa antes da abertura do 26ª Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro. .

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El Niño pode aumentar casos de chikungunya e dengue no Brasil Foto: Reprodução/Agência Brasil

O fenômeno climático El Niño pode se manifestar de forma moderada a forte a partir do segundo semestre deste ano, o que favorece a multiplicação do mosquito Aedes aegypti, aponta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Diante deste cenário, o Ministério da saúde emitiu uma nota técnica para alertar estados e municípios sobre o aumento de arboviroses, como dengue e Chikungunya. De acordo com as projeções do InfoDengue/Fiocruz, o país pode registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027.

A elevação das temperaturas e o aumento das chuvas em certos locais estimulam o acúmulo de água, o que cria ambientes propícios para criadouros do vetor.

Para atenuar esse cenário, o Ministério da Saúde defende que haja a intensificação de ações de vigilância e controle por parte de estados e municípios.

O órgão recomenda bloqueios de transmissão logo após a identificação dos primeiros casos, reestruturação das tarefas executadas pelos agentes de combate às endemias e a aplicação das tecnologias de controle de vetores indicadas pelo ministério.

Também é importante que a população fique atenta a possíveis criadouros de mosquitos em suas casas, além de prestar atenção aos sinais e sintomas dos vírus.

Por se tratar de estimativas epidemiológicas, as projeções podem passar por ajustes e atualizações de acordo com novas informações implementadas nos modelos.

Apesar do cenário de atenção, o país apresentou redução no número de casos dessas doenças neste ano.

Até 20 de junho de 2026, foram registrados 392,8 mil casos de dengue, o que representa queda de 73% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os casos de Chikungunya também apresentaram redução, de 46%.

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Anvisa aprova novo remédio para o tratamento de câncer de rim Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Anvisa Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira (20), o uso do Keytruda como tratamento complementar para adultos com um tipo de câncer de rim (carcinoma de células renais de células claras) que apresentam risco intermediário-alto ou alto de recorrência da doença após cirurgia.

O Keytruda (pembrolizumabe) é um medicamento imunoterápico que auxilia o sistema imunológico a reconhecer e destruir células cancerígenas. Ele já é utilizado para o tratamento de outros tipos de câncer como melanoma, câncer de pulmão, mama e bexiga.

A nova indicação é para tratamento complementar juntamente com o belzutifano. Veja o que diz a agência:   Serviçosde orientação

“Keytruda, em combinação com belzutifano, é indicado para o tratamento adjuvante de pacientes adultos com carcinoma de células renais com componente de células claras (ccRCC) com risco intermediário-alto ou alto de recorrência após nefrectomia, ou após nefrectomia e ressecção de lesões metastáticas”.

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Anvisa aprova novo medicamento para linfoma não Hodgkin Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (20), no Diário Oficial da União, o registro do medicamento Columvi (glofitamabe) desenvolvido pelo laboratório Roche para tratamento de um tipo de câncer que acomete o sistema linfático que integra a defesa imunológica do corpo.

O Columvi – em combinação com gencitabina e oxaliplatina – é indicado para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) recidivante (quando o câncer retorna) ou refratário, quando não responde aos tratamentos iniciais.

O produto biológico também é recomendado aos pacientes sem condições clínicas elegíveis ao transplante autólogo de células-tronco (TACT), procedimento que usa células-tronco da própria pessoa no tratamento do linfoma.

Em nota, a agência reguladora disse que o novo medicamento amplia as opções de tratamento para pacientes com câncer agressivo.

“O registro do Columvi representa uma inovação terapêutica relevante na área de oncologia hematológica, ao disponibilizar no Brasil um anticorpo biespecífico capaz de redirecionar o sistema imune contra células tumorais”, diz o comunicado. As informações são da Agência Brasil.

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Para evitar o cenário de 2017, Bahia lança campanha de vacinação para cães e gatos Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Bahia deu início, nesta segunda-feira (20), à Campanha de Vacinação Antirrábica para Cães e Gatos de 2026. A mobilização estadual segue até o dia 31 de agosto, com o chamado "Dia D" programado para o próximo sábado, 25 de julho. O principal objetivo da ação é evitar a transmissão da raiva humana por meio de animais domésticos e eliminar a circulação das variantes caninas do vírus no estado.

Para esta edição, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) projeta imunizar cerca de 3,4 milhões de animais. A meta detalhada prevê a vacinação de 2,5 milhões de cães e 861.500 gatos. A dose é totalmente gratuita e voltada para pets a partir de três meses de idade que estejam saudáveis. A definição dos locais e horários de atendimento fica sob a responsabilidade das Secretarias Municipais de Saúde de cada cidade.

A urgência da campanha ganha força com os dados epidemiológicos recentes. Até o dia 17 de julho deste ano, o Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) já diagnosticou 61 casos de raiva animal em território baiano. O balanço aponta infecções em 21 morcegos (com apenas um da espécie hematófaga), 13 bovinos, 12 raposas e 11 equinos. Entre os animais domésticos de companhia, foram registrados três casos em cães e um em gato.

A Sesab reforça a importância de os tutores não deixarem a proteção para a última hora, mantendo a carteira de vacinação dos animais em dia. A imunização de cães e gatos funciona como uma barreira essencial de saúde pública para proteger a população. Vale destacar que o último caso de raiva humana registrado na Bahia ocorreu há nove anos, em 2017, no município de Paramirim.

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Vacinas contra Covid-19 serão atualizadas contra novas variantes Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou um conjunto de atualizações para as vacinas contra a Covid-19. A medida prevê melhorar a resposta contra variantes novas em circulação no país.

A Instrução Normativa que trata do assunto foi publicada nesta quinta-feira (9) no Diário Oficial da União.

A norma aprovada diz que as vacinas precisam ser monovalentes, ou seja, ter resposta imunológica contra uma linhagem específica do vírus SARS-CoV-2 em circulação. Também devem conter a variante LP8.1 como antígeno preferencial. Derivados da cepa JN.1, como XFG ou NB.1.8.1, são permitidos “desde que demonstrem respostas de anticorpos neutralizantes amplas e robustas”.

Vacinas registradas e produzidas antes desta norma, e as que já foram distribuídas no país poderão ser utilizadas em até nove meses. Depois desse prazo, estão proibidas.

As novas regras foram estabelecidas na 12ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada da Anvisa. A justificativa apresentada no encontro é de que registros recentes apontam dezenas de casos de síndrome gripal associados à doença, o que reforça a necessidade de manutenção de estratégias de vacinação atualizada no país. As informações são da Agência Brasil.

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Anvisa determina apreensão de lotes falsificados do Mounjaro Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na sexta-feira (10), a apreensão e a proibição de comercialização de lotes falsificados do medicamento Mounjaro. A medida foi tomada após a farmacêutica detentora do registro do remédio identificar no mercado unidades com características divergentes das originais. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução 2.693/2026.

Os lotes afetados que não podem ser vendidos, distribuídos ou utilizados são: Mounjaro 10 mg (lote 855044) e Mounjaro 15 mg (lotes D880403, MJR 257 e D854901). De acordo com a agência reguladora, as irregularidades encontradas incluem lotes não reconhecidos pela fabricante, números de série incompatíveis, canetas de aplicação fora dos padrões originais e erros de grafia nos rótulos.

Além do medicamento injetável, a Anvisa proibiu a venda, fabricação, distribuição e divulgação de uma série de produtos sem registro, notificação ou cadastro. Os itens eram fabricados por empresas que não possuem Autorização de Funcionamento (AFE) na agência.

Entre os produtos barrados estão os fitoterápicos e suplementos da marca PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda., como o Dia Forte Lótus Nutri, Tribulus Terrestris com Maca Natumix, Amora Branca Natumix, Sucupira Natumix, Espinheira Santa Natumix, Ora Pro Nóbis Natumix, além de falsas promessas de emagrecimento vendidas como Mounjaro Natumix e Ozempic Natural Natumix.

A lista de proibidos também inclui produtos da empresa Bálsamos Jes Suplemento Natural Ltda., como Calm Je's, Lipo Je's, Bálsamo Je's Algas Marinhas, Cura Je's, Milagroso, Liberta Álcool Je's, Virtuosa Je's, Ouvido Bem Je's e Bálsamo Je's Colmavit 2. O estimulante Mega Viril Lótus Nutri, fabricado pela Muwiz Indústria e Laboratório Ltda., também teve o comércio vetado.

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Alerta na Bahia: Casos de chikungunya disparam mais de 150% em 2026

A Bahia enfrenta um crescimento alarmante nos índices de chikungunya em 2026. Dados recentes da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) apontam que, entre 4 de janeiro e 6 de julho, o território baiano registrou 4.577 casos prováveis da doença. O número representa uma explosão de 152,5% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 1.813 ocorrências. O avanço da arbovirose acendeu o sinal de alerta nas autoridades de saúde, especialmente após a confirmação de um óbito provocado pela enfermidade no estado.

A disseminação do vírus atinge diferentes regiões, com notificações registradas em 156 municípios baianos. O último informe epidemiológico da Sesab detalha que nove dessas cidades apresentam alta intensidade de transmissão, superando a marca de 100 casos por 100 mil habitantes. Alagoinhas lidera o ranking estadual com uma taxa expressiva de 1.658,85 casos por 100 mil habitantes. Em seguida, aparecem os municípios de Muritiba, Aramari, Queimadas, Pedrão, Teodoro Sampaio, Rio Real, Esplanada e Teixeira de Freitas como os pontos de maior concentração proporcional da infecção.

Transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, a chikungunya tem como principal marca clínica a dor articular intensa, capaz de incapacitar o paciente por semanas ou meses. De acordo com o Ministério da Saúde, o quadro também costuma incluir febre súbita, dores musculares e de cabeça, manchas vermelhas na pele, náuseas e vômitos. Embora a maior parte dos infectados se recupere, a doença impõe riscos graves e pode evoluir para complicações neurológicas severas, como a síndrome de Guillain-Barré e encefalite, que exigem internação e podem ser fatais. Existe ainda o risco de transmissão vertical, da mãe para o bebê durante o parto, gerando infecções neonatais graves.

O diagnóstico combina análise clínica e exames laboratoriais oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas não há um tratamento antiviral específico para combater o vírus. O manejo médico foca no alívio dos sintomas por meio de repouso, hidratação e medicamentos para dor, além de fisioterapia para os casos com sequelas musculoesqueléticas prolongadas. Diante do cenário, o Ministério da Saúde orienta a busca imediata por atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas e reforça que a eliminação de focos de água parada e o combate aos criadouros do mosquito continuam sendo as únicas barreiras eficientes contra o avanço da doença.

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Novos casos de câncer devem quase dobrar até 2050, alerta OMS Foto: Freepik

A Organização Mundial da Saúde publicou um alerta, nesta quarta-feira (8), para o aumento de quase 100% dos novos casos de câncer até 2050. Segundo relatório divulgado pela OMS, são estimados 20,6 milhões de novos casos e quase 10 milhões de óbitos por ano.

O câncer é a segunda principal causa de morte no mundo, ficando atrás apenas de doenças cardiovasculares. A Organização aponta que, “sem uma ação urgente”, o número de casos anual deve chegar a quase 35 milhões até 2050.

O Relatório Global sobre a Situação do Câncer 2026 da OMS foi produzido em conjunto com a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (Iarc).

Além de um aumento expressivo no número de casos, o levantamento aponta para as desigualdades no acesso à prevenção, ao diagnóstico, ao tratamento e aos cuidados de suporte, que deixam milhões de pessoas sem os serviços de que necessitam.

Os medicamentos para o tratamento do câncer são inacessíveis para muitos pacientes. Nos países de alta renda, a disponibilidade dos 20 remédios prioritários varia entre 68% e 94%. Já em países de baixa e média-baixa renda, varia entre 9% e 54%.

O relatório também mostra que 87% das mulheres com câncer de mama sobrevivem cinco anos após o diagnóstico em países de alta renda, e apenas cerca de 42% conseguem o mesmo em países de baixa renda.

A pesquisa ainda indica que pelo menos 45% das pessoas afetadas pela doença enfrentam dificuldades financeiras.

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Acidentes com animais peçonhentos crescem 12% na Bahia Foto: Divulgação

O perigo pode estar escondido debaixo de uma telha, em um monte de entulho, dentro de um sapato ou até no ralo de casa. Animais peçonhentos deixaram de representar um risco restrito às áreas rurais e se tornaram uma preocupação cada vez mais presente nos centros urbanos. O avanço dos acidentes registrados em todo o país também se reflete na Bahia, onde o número de ocorrências aumentou 11,8% entre 2024 e 2025, reforçando o alerta das autoridades de saúde.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostram que o estado contabilizou 38.321 acidentes em 2025, contra 34.277 no ano anterior. O crescimento acompanha a tendência nacional. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 225 mil acidentes envolvendo animais peçonhentos em 2025, com 265 mortes: o dobro do total registrado no ano anterior.

O principal responsável por essa escalada continua sendo o escorpião. Somente esse tipo de acidente respondeu por 27.575 notificações em 2025, um aumento de 11,1% em relação aos 24.826 casos registrados no ano anterior. Em outras palavras, aproximadamente sete em cada dez vítimas atendidas por acidentes com animais peçonhentos foram picadas por escorpiões.

Os demais grupos também apresentaram crescimento. Os acidentes provocados por abelhas passaram de 2.726 para 3.253 registros, alta de 19,3%. As ocorrências envolvendo aranhas aumentaram de 1.411 para 1.550 casos, enquanto os acidentes com lagartas cresceram 39,2%, passando de 268 para 373 notificações. A maior elevação proporcional ocorreu na categoria “Outros”, que saltou de 1.127 para 1.749 registros, um avanço de 55,2%. Apenas os acidentes com serpentes apresentaram redução, passando de 3.245 para 3.160 casos.

O cenário confirma uma mudança observada há alguns anos pelos serviços de vigilância epidemiológica. Se antes as serpentes concentravam grande parte das notificações, hoje os escorpiões dominam as estatísticas, impulsionados principalmente pela facilidade de adaptação ao ambiente urbano. Redes de esgoto, terrenos abandonados, acúmulo de lixo, restos de construção e a proliferação de baratas, principal alimento desses animais, criam condições ideais para sua reprodução.

As aranhas também permanecem sob vigilância. Embora representem um número menor de acidentes, o Ministério da Saúde aponta que elas já ocupam a segunda posição entre os animais peçonhentos que mais provocam envenenamentos no país. A Bahia está entre os estados com maior número de notificações envolvendo esses aracnídeos, ao lado de Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco.

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Canetas emagrecedoras movimentaram mais de R$ 10 bilhões em 4 anos Foto: Reprodução

O mercado brasileiro de medicamentos à base de GLP-1, classe das chamadas canetas emagrecedoras, movimentou mais de R$ 10 bilhões nos últimos 4 anos, o número é cinco vezes o registrado em 2021.

Entre 2021 e 2025, o Ozempic liderou o mercado brasileiro em faturamento, com cerca de R$ 11,3 bilhões, seguido por outros medicamentos da mesma classe ou de terapias similares, como Forxiga, com movimentação de R$ 4,6 bilhões, Wegovy, que chegou a R$ 4,3 bilhões, e Mounjaro com R$ 3,8 bilhões.

Para o presidente-executivo da Farma Brasil, Reginaldo Arcuri, esses produtos fazem parte, em grande medida, de uma nova geração de medicamentos inovadores e de alto valor agregado, o que ajuda a explicar uma tendência mais ampla da economia brasileira, o crescimento consistente das importações de fármacos de maior complexidade.

Dados mostram que, entre 2000 e 2025 as importações de medicamentos saltaram de US$ 1,3 bilhão para US$ 14,2 bilhões, uma alta superior a 950%.

Ele explica que esse movimento não é restrito às canetas emagrecedoras, mas reflete fatores estruturais, como o envelhecimento da população, o aumento das doenças crônicas e a incorporação de terapias mais sofisticadas no sistema de saúde.

Hoje, os itens mais importados pelo país estão concentrados justamente em segmentos de maior intensidade tecnológica, como imunológicos, vacinas, medicamentos biológicos e terapias especializadas. Apenas produtos imunológicos responderam por cerca de 25% das importações em 2025, mostrou o presidente.

Nesse contexto, medicamentos à base de GLP-1 ganharam protagonismo. O mercado brasileiro desses produtos saltou de R$ 1,8 bilhão em 2021 para cerca de R$ 10 bilhões em 2025, mais de cinco vezes em quatro anos.

No mesmo período, a participação desses remédios no varejo farmacêutico passou de 3% para 9%.

As vendas também cresceram em volume, foram de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades entre 2021 e 2025. Atualmente, mais de 70% do faturamento desse segmento está concentrado em dois produtos, Mounjaro e Wegovy.

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Após casos de sarampo, Ministério da Saúde recomenda vacinar bebês Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde reforçou a necessidade da aplicação da vacina contra o sarampo na capital paulista após três crianças menores de dois anos contraírem a infecção na zona norte da cidade, na última sexta-feira (26). O órgão também recomenda a aplicação do imunizante em Guarulhos, devido à intensa circulação de pessoas.

A vacina recomendada é a “dose zero”, que deve ser aplicada em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. O imunizante reforça a proteção em uma faixa etária altamente suscetível a infecções e agravamentos da doença. O procedimento também contribui para impedir que mais indivíduos sejam infectados.

A dose não substitui as já previstas no Calendário Nacional de Vacinação, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas de 12 meses a 59 anos.

Além do reforço vacinal, estão sendo adotadas medidas de vigilância para conter a transmissão local, como busca ativa de casos suspeitos, identificação e monitoramento de contactantes, investigação epidemiológica e bloqueio vacinal nas áreas de risco.

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Festas juninas e julinas acendem alerta para risco de queimaduras Foto: Divulgação/Prefeitura de Baepend

Festas juninas intensificam a necessidade de cuidados com materiais que podem provocar queimaduras nas crianças e adolescentes. O alerta foi feito nesta segunda-feira (22) pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

“As festas fazem parte da cultura brasileira e são momentos de celebração para muitas famílias, mas também exigem atenção redobrada porque neste período há maior exposição a fogueiras, fogos de artifício, churrasqueiras, recipientes com alimentos e bebidas quentes e outros materiais inflamáveis”, afirmou à Agência Brasil o presidente da SBP, Edson Liberal.

De acordo com a entidade, menores de cinco anos concentram mais da metade das internações pediátricas por queimaduras no Brasil. Levantamento feito pela SBP revela que o grupo etário concentrou 53,8% das internações por queimaduras registradas entre crianças e adolescentes no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2024 e 2025.

Apenas nos dois últimos anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 13,8 mil internações de crianças e adolescentes por queimaduras e outros acidentes térmicos graves, sendo 6.965 casos em 2024 e 6.855 em 2025. O número real de ocorrências, entretanto, deve ser muito maior, uma vez que a pesquisa considera somente os casos que exigiram hospitalização.

O presidente da SBP informa que não dispõe de uma estimativa específica para os casos de queimaduras que não resultam em internação. Os dados oficiais contemplam principalmente hospitalizações e óbitos.

“No entanto, sabemos que o número real de ocorrências é bastante superior ao registrado, já que muitos episódios leves e moderados são atendidos em unidades de pronto atendimento, consultórios ou mesmo tratados em casa, sem entrar nas estatísticas hospitalares”.

Daí os números de internação representarem a parcela mais grave de um problema que é muito mais frequente no dia a dia das famílias.

Crianças não devem manusear fogos de artifício, fósforos, isqueiros ou qualquer artefato que envolva fogo ou explosão. A recomendação é que permaneçam sempre sob supervisão de um adulto e afastadas das fontes de calor.

A boa notícia é que a maioria das queimaduras pode ser evitada com medidas simples de prevenção, informação e vigilância adequada dos responsáveis relacionadas a fogueiras, fogos de artifício e ao manuseio de líquidos e alimentos quentes.

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Novo comprimido para tratar câncer de mama avançado é aprovado no Brasil Foto: Reprodução/Shutterstock

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (22), o Inluriyo (imluestranto), tratamento oral para câncer de mama localmente avançado irressecável ou metastático, positivo para receptor de estrogênio (ER+), negativo para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-), com mutação no receptor de estrogênio 1 (ESR1m), e que foram tratados com terapia endócrina anteriormente. É o primeiro e único medicamento oral do tipo aprovado no país.

Praticamente ausentes nas fases inicias do tumores de mama, as alterações no gene ESR1 começam a aparecer ao longo do tratamento como um mecanismo de resistência à hormonioterapia. Além disso, elas se tornam cada vez mais frequentes à medida que a doença avança. Em pacientes com câncer de mama metastático que já receberam ao menos uma linha de tratamento hormonal, essas alterações podem estar presentes em até metade dos casos de resistência hormonal, dependendo do tipo e do tempo de exposição à terapia prévia.

Ao menos metade dos pacientes com câncer de mama metastático ER+, HER2– que já receberam alguma terapia endócrina têm mutações no gene ESR1. De acordo com pesquisadores, esse é um desafio comum e persistente nesse cenário. As mutações fazem com que os receptores de estrogênio continuem ativados, mesmo sem a presença do hormônio ligante, impulsionando a progressão da doença e, frequentemente, levando à resistência às terapias hormonais tradicionais.

De acordo com as pesquisas da farmacêutica Lilly, responsável pelo medicamento, o Inluriyo oferece uma nova estratégia ao atuar especificamente ligando-se, bloqueando e facilitando a degradação desses receptores de estrogênio. Isso contribui para retardar a progressão da doença.

Os resultados do estudo de Fase 3 Ember-3 demostraram que a monoterapia reduziu o risco de progressão da doença ou morte em 38% em comparação com a terapia endócrina padrão. Para os pacientes com câncer de mama metastático e mutação ESR1, Inluriyo apresentou melhoria significativa na sobrevida livre de progressão (SLP), um marcador crucial da eficácia do tratamento, atingindo uma mediana de 5,5 meses, em contraste com 3,8 meses observados com as terapias padrão.

No estudo Ember-3, a terapia registrou um perfil de segurança favorável, sendo geralmente bem tolerado. A maioria das reações adversas observadas foram de intensidade leve a moderada, destacando-se como as mais comuns como diarreia, náusea, anemia e fadiga. A taxa de descontinuação do tratamento em função de eventos adversos foi de 4,3% evidenciando um balanço risco-benefício positivo para os pacientes.

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Anvisa manda recolher antibiótico após identificar fragmento de vidro em frasco Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a suspensão da comercialização, distribuição e uso de três lotes de medicamentos após identificar problemas de qualidade nos produtos. A medida foi publicada nesta quinta-feira (18) no Diário Oficial da União.

Entre os itens afetados está o lote 2519879 do antibiótico Polycid, fabricado pela União Química. Segundo a Anvisa, a própria empresa iniciou um recolhimento voluntário após identificar a presença de um fragmento de vidro dentro de um frasco-ampola íntegro do medicamento, utilizado em aplicações injetáveis.

A agência também suspendeu o lote 24101854 do Fosfato de Clindamicina 150 mg/ml, da Hypofarma. De acordo com a resolução, foram constatados desvios de qualidade, incluindo solução com coloração amarelada, presença de corpos estranhos e precipitados em ampolas lacradas.

Outra medida atingiu o lote 2513588 da Solução Fisiológica de Cloreto de Sódio 9 mg/ml, da Equiplex. O produto, utilizado para administração intravenosa, também teve o recolhimento determinado após a confirmação de não conformidade com as normas de fabricação. A Anvisa não detalhou a natureza do desvio identificado.

Nos três casos, a agência proibiu a comercialização, distribuição e uso dos lotes afetados, além de determinar seu recolhimento do mercado.

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Governo do Estado investe R$ 8,8 milhões para fortalecer a saúde no São João da Bahia Foto: Jamile Amine/Saúde GOVBA

O Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), preparou um pacote de ações que soma R$ 8,8 milhões em investimentos para fortalecer a assistência à saúde durante os festejos juninos na capital e no interior. As iniciativas têm foco na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e no atendimento a vítimas de acidentes com fogos de artifício e queimaduras, ocorrências típicas do período.

Em 2026, as medidas incluem a implantação de 16 estandes de testagem rápida para detecção de HIV, sífilis e hepatites B e C, em Alagoinhas, Amargosa, Brumado, Cruz das Almas, Camaçari, Cachoeira, Conceição do Jacuípe, Eunápolis, Guanambi, Ibicuí, Irecê, Itabuna, Itapetinga, Seabra, Senhor do Bonfim e Serrinha, além da instalação de três postos de saúde, um na cidade de Ipirá e dois em Salvador, sendo um em Paripe e outro no Pelourinho.

Cada estande de testagem rápida para ISTs tem capacidade para realizar até mil exames por dia, e a expectativa é ultrapassar a marca de 70 mil exames durante os festejos juninos de 2026.

No São João de 2025, foram realizadas cerca de 56 mil testagens em 14 municípios. Deste total, foram identificados 602 casos positivos: 35 para HIV, 9 para hepatite B, 21 para hepatite C e 537 para sífilis. Entre os diagnosticados com sífilis, 194 pessoas iniciaram o tratamento imediato com aplicação de penicilina nos próprios estandes.

O número de exames realizados no ano passado representa um crescimento de 179% em relação a 2024, quando foram contabilizados 20 mil testes em sete postos de testagem. A ampliação da cobertura, a escuta qualificada dos usuários e a integração com outras estratégias de cuidado reforçam o compromisso do Governo do Estado com a promoção da saúde e o enfrentamento das ISTs na Bahia.

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SUS inclui nova terapia para pacientes adultos com leucemia mieloide Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Saúde passará a inserir, no Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento combinado de venetoclax com azacitidina para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada.

A combinação dos medicamentos é indicada a pacientes que, por condições clínicas, não são elegíveis ao tratamento padrão com quimioterapia intensiva, sendo mais uma alternativa de terapia para esse público.

De acordo com Portaria nº 30/2026, publicada nesta segunda-feira (15), a nova opção será disponibilizada na rede pública de saúde em 180 dias, conforme prevê norma federal que regula a incorporação de tecnologias no SUS.

A medida segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e está alinhada ao Protocolo Clínico do Ministério da Saúde.

O relatório técnico que embasou a decisão ficará disponível para consulta pública no portal da Conitec.

Segundo o Ministério da Saúde, a leucemia é um tipo de câncer sanguíneo originado na medula óssea, tecido responsável por produzir glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Quando há alguma mutação genética, esses componentes podem se transformar em células cancerígenas.

Na forma aguda, a doença se torna ainda mais fatal se não tratada de forma precoce. O diagnóstico nos primeiros estágios e o encaminhamento especializado são essenciais para bons resultados do tratamento.

Essa é a forma mais comum da leucemia aguda em adultos e atinge, principalmente, pacientes idosos. As informações são da Agência Brasil.

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Comissão do Senado aprova novo piso salarial de médicos e dentistas Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, na quarta-feira (10), um projeto de lei (PL) que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662, por 20 horas de trabalho semanal.

De autoria da senadora Daniella Ribeiro (PSD/PB), o PL nº 1.365/202 também reajusta de 20% para 50% o adicional por trabalho noturno e as horas extras; assegura um intervalo de dez minutos de descanso a cada 90 minutos trabalhados e determina que a chefia de serviços médicos e odontológicos só seja ocupada por profissionais das respectivas áreas.

Se nenhum senador apresentar recurso para que a proposta seja votada pelo plenário do Senado, ela seguirá para análise da Câmara dos Deputados. Se aprovadas, as novas regras valerão para os profissionais dos setores público e privado.

No caso do setor privado, o novo piso será reajustado anualmente, com base na inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Já os municípios, estados e o Distrito Federal poderão aplicar outros indicadores, conforme a legislação local.

Segundo cálculos do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, só na rede pública federal, a medida acarretará, em 2027, um impacto de cerca de R$ 7,7 bilhões para os cofres públicos.

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CCJ do Senado aprova aposentadoria especial para agentes de saúde Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, na quarta-feira (10), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece condições diferenciadas para a aposentadoria de agentes comunitários de saúde e de combate à endemia.

Protocolada em 2021, pelo então deputado federal Dr. Leonardo (Republicanos-MT), com o apoio de outros parlamentares, a PEC nº 14/21 estipula que os agentes com 25 anos de exercício na atividade e de contribuição previdenciária possam se aposentar ao completar 57 anos de idade, no caso de mulheres, e 60 anos, no caso de homens.

Além da aposentadoria especial, o texto reconhece que o exercício das duas funções é essencial e exclusivo de Estado, o que, na prática, limita a contratação de mão de obra terceirizada.

A proposta já tinha sido aprovada pela Câmara dos Deputados. Agora, com o aval da CCJ, que analisou a constitucionalidade da iniciativa, a matéria seguirá para o plenário do Senado, onde será discutida e votada em dois turnos. Se aprovada, a PEC também definirá uma assistência financeira da União para o custeio dos novos benefícios, que serão estendidos para agentes indígenas de saneamento e de saúde.

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InfoGripe: cresce número de hospitalizações por VSR e gripe no Brasil Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) aumentou no Brasil e, em algumas regiões do país, também houve mais internações por gripe causada pelos vírus influenza A e B. Os dados estão no Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (11).

A análise é referente à Semana Epidemiológica 22, período de 31 de maio a 6 de junho, período em que a queda das temperaturas pode impulsionar a disseminação dos vírus respiratórios em locais fechados e aglomerados.

O estudo verificou que 11 das 27 unidades federativas apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com indícios de crescimento também na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. São elas: Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

O InfoGripe destaca também que as demais 16 unidades da Federação apresentam indícios de interrupção do crescimento ou queda do número de casos de SRAG na tendência de longo prazo. Mas 12 delas ainda registram incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio de Janeiro. As informações são da Agência Brasil.

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Bahia amplia vacinação contra a Influenza para toda a população nos 417 municípios Foto: Leonardo Rattes/Saúde GovBA

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) recomenda a ampliação da vacinação contra a influenza para toda a população acima dos 6 meses de idade, desta segunda-feira (8) até o dia 17 de junho. A decisão, tomada em conjunto com o Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde, visa elevar os índices de cobertura vacinal em todo o território baiano e garantir uma proteção coletiva, aproveitando o estoque de imunizantes distribuídos às redes municipais para descentralizar o acesso e proteger um número maior de pessoas neste período do ano.

A ampliação do público-alvo acontece com o fim da campanha voltada a grupos prioritários, que foi até o dia 30 de maio, coincidindo com o período de sazonalidade das doenças respiratórias no estado. O imunizante trivalente disponível na rede pública foi atualizado para responder às cepas mais recentes em circulação, incluindo proteção contra os vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B, servindo como uma barreira essencial contra o agravamento de quadros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

A coordenadora Estadual de Imunização, Vânia Rebouças, destaca que a vacina é a medida mais segura e eficiente para conter o avanço do vírus e reduzir significativamente o número de casos graves, hospitalizações e complicações fatais decorrentes da gripe. De acordo com levantamento feito em unidades hospitalares, dos atendimentos a pacientes que precisaram de internação em leitos de terapia intensiva (UTI) por conta de SRAG no período de 1º a 25 de maio, apenas 9,89% tinham se vacinado.

Vânia ainda pontua que embora a vacinação agora esteja liberada para o público geral, as pessoas que fazem parte do grupo prioritário como idosos, gestantes, puérperas, crianças menores de cinco anos e portadores de comorbidades devem ir aos postos. De acordo com dados do painel de vacinação do Ministério da Saúde, apenas 35% deste público tomou a dose da vacina em 2026. “São grupos historicamente mais vulneráveis e com mais risco de agravamento, por isso devem buscar a vacina em um posto de saúde do seu município”, alerta.

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Anvisa suspende lote de medicamentos para hipertensão e câncer de mama Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda, distribuição e consumo de medicamentos para controle de pressão e tratamento de câncer de mama. A Resolução 2.238/2026 foi publicada hoje (2) no Diário Oficial da União (DOU).

Um dos medicamentos é o Halaven (mesilato de eribulina) - 0,5mg/ml sol inj ct fa vd trans x 2ml, fabricado pela farmacêutica United Medical Ltda e utilizado para tratamento de câncer. A empresa comunicou o recolhimento voluntário do Lote 148386 em razão de desvio de qualidade, relacionado ao teor do princípio ativo que estaria abaixo da especificação aprovada.

O outro medicamento é o maleato de enalapril - 20 mg com ct bl al plas trans x 500 (emb hosp), da fabricante Hipolabor Farmacêutica Ltda, usado no tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca. A Anvisa informa que houve um erro em relação às embalagens do produto.

As embalagens apresentam equivocadamente a indicação de “10 mg” na descrição de composição, ao invés de “20 mg”, que seria a descrição correta.

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Bahia registra 310 mil crianças com excesso de peso e alerta para obesidade Foto: Reprodução/Fapes

Às vésperas do Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, lembrado no próximo dia 3 de junho, dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) apontam avanço do excesso de peso entre crianças na Bahia. Em 2025, o estado registrou 310.827 crianças de 0 a 9 anos com sobrepeso, obesidade ou obesidade grave, o equivalente a 30% da população acompanhada nessa faixa etária, ou 30 em cada 100 crianças.

O cenário acompanha uma tendência observada em todo o país e no restante do mundo. Dados parciais de 2025 do Ministério da Saúde mostram que o Brasil contabilizou 1.171.916 crianças de até 9 anos com obesidade e outras 783.017 com obesidade grave, correspondendo a 8,94% e 5,97% do público infantil, respectivamente.

As projeções para os próximos anos ampliam a preocupação de especialistas e organismos internacionais: segundo o Atlas Global da Obesidade e a Organização Mundial da Saúde (OMS), a expectativa é que o planeta tenha até 507 milhões de crianças em idade escolar com sobrepeso ou obesidade até 2040. O estudo estima ainda que, até 2030, o Brasil ocupe a quinta posição entre os países com maior número de crianças e adolescentes obesos.

O problema também aparece em levantamentos internacionais recentes. Relatório divulgado pelo Unicef, em setembro do ano passado, informou que, pela primeira vez, a obesidade superou a desnutrição como a forma mais comum de má nutrição entre crianças e adolescentes em idade escolar, atingindo 188 milhões de jovens em todo o mundo, o equivalente a uma em cada dez pessoas nessa faixa etária.

No Brasil, a obesidade já havia ultrapassado a desnutrição antes dos anos 2000. De acordo com o levantamento, o percentual de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos com obesidade passou de 5%, em 2000, para 15% em 2022, enquanto a proporção de jovens com sobrepeso dobrou no mesmo período, saindo de 18% para 36%.

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São Paulo investiga caso suspeito de ebola em homem de 37 anos Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Um homem de 37 anos com sintomas compatíveis com Ebola está internado no Instituto Emílio Ribas, na capital paulista. O resultado para confirmar ou descartar o diagnóstico ainda não saiu.

Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES), o caso do paciente natural da República Democrática do Congo foi registrado nesse sábado. Ele viajou recentemente para o país de origem e apresentou sintomas da doença, como febre intensa.

O país passa por um surto da doença, classificado pela Organização Mundial da Saúde como de importância internacional.

Não há informações sobre o itinerário ou mesmo a data da viagem do paciente.

De acordo com a secretaria estadual, a análise do caso suspeito é realizada pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP).

A coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP, Regiane de Paula ressalta que é um caso em investigação.

“As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”. As informações são da Agência Brasil.

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